Há trinta anos que pedimos à República Popular da China que investigue os trágicos acontecimentos de Junho de 1989, que puna o que houver a punir, liberte quem tiver ainda sob custódia e abandone toda a perseguição aos defensores da democracia e dos direitos humanos. Hoje, voltamos a fazê-lo. E fá-lo-emos por anos e anos até sermos ouvidos e virmos resultados disso. O desenho é da pintora colombiana Vitoria Matamoros.
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segunda-feira, 3 de junho de 2019
terça-feira, 28 de maio de 2019
O esmagamento da Primavera de Pequim foi há trinta anos
Quase trinta anos depois do esmagamento da Primavera de Pequim, nos dias 3 e 4 de Junho de 1989, continuam por esclarecer e castigar os responsáveis pela morte, prisão ou desaparecimento de milhares de pessoas que pediam pacificamente a democratização do regime chinês. Sensíveis à história e aos direitos humanos, e solidários com as vítimas da Praça da Paz Celestial, os alunos da Escola Profissional Gustave Eiffel juntaram-se aos protestos dinamizados pelo Co-grupo China da Amnistia Internacional Portugal assinando dezenas de postais exigindo ao Presidente Xi Jinping a investigação profunda dos factos dessa data trágica, o castigo dos responsáveis e a indemnização dos sobreviventes ou dos familiares.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Na morte de Liu Xiaobo, um gigante dos Direitos Humanos
A morte do Nobel da Paz Liu Xiaobo, esta quinta-feira, 13 de julho, é a perda de um gigante dos direitos humanos que lutou incansavelmente pelo avanço das liberdades fundamentais na China, avalia a Amnistia Internacional.
“Hoje lamentamos a perda de um gigante dos direitos humanos. Liu Xiaobo era um homem de fortíssimo intelecto, princípios, inteligência e, acima de tudo, humanidade”, sublinha o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty. “Ao longo de décadas, ele lutou incansavelmente para o progresso dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na China. E fê-lo face à mais implacável e frequentemente brutal oposição por parte do Governo chinês. Uma e outra vez tentaram silenciá-lo, uma e outra vez falharam. Apesar de ter sofrido anos de perseguição, de repressão e de prisão, Liu Xiaobo continou a lutar pelas suas convicções”, recorda ainda.
Salil Shetty frisa também que “apesar de [Liu Xiaobo] ter morrido, tudo aquilo que ele defendia perdura”. “O maior tributo que agora lhe podemos fazer é continuar a luta pelos direitos humanos na China e reconhecer o poderoso legado que ele nos deixa. Graças a Liu Xiaobo, milhões de pessoas na China e por todo o mundo foram inspirados a defender a liberdade e a justiça face à opressão”.
“Estamos solidários com a mulher, Liu Xia, e outros membros da família, que sofreram uma perda imensurável. E agora temos de fazer tudo o que podermos para pôr fim à detenção domiciliária e vigilância ilegais de Liu Xia e garantir que ela não continua a ser perseguida pelas autoridades", remata o secretário-geral da Amnistia Internacional.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Liberdade para Liu Shaoming!!
Após 27 anos, Tiananmen ainda projecta uma sombra negra na China, onde a repressão de 1989 permanece um assunto tabu para as autoridades. Não existem dados sobre o número de mortos e as tentativas para discutir, comemorar e pedir justiça para os acontecimentos continuam a ser silenciadas. Liu Shaoming trabalhava na fábrica de aço de Xinyu e viajou para Pequim no dia 23 de Maio de 1989 para participar na “Primavera de Pequim” e mostrar solidariedad...e com os estudantes que estavam acampados na Praça de Tiananmem, no movimento pró-democracia. Assistiu à repressão dos dias 3 e 4 de Junho. Em 1989 foi condenado a um ano de prisão e tornou-se um activista dos direitos laborais. No dia 25 de Maio de 2015 publicou no site web Boxun.com um artigo sobre a sua experiência durante o Movimento Pró-democracia de 1989 e sobre as acções de defesa dos direitos laborais na China. Detido poucos dias depois, foi acusado, no dia 14 do mês seguinte, de “provocar zaragatas e promover distúrbios”. Mais tarde foi indiciado por “incitar à subversão do poder do estado”. Liberdade para Liu Shaoming!
quinta-feira, 2 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
segunda-feira, 19 de março de 2012
Leitura de poemas de Liu Xiaobo
Rita, aluna do 9º Ano da Escola da Terrugem, Sintra, lendo um dos poemas de Liu Xiaobo, no âmbito da campanha da Amnistia Internacional a favor da libertação imediata e incondicional do Pémio Nobel da Paz de 2010 (foto de Conceição Marques)
Meu amor, o meu cão morreu
(Para o Mindinho)
Meu amor, o meu cão morreu.
Morreu numa tarde após a minha partida.
Morreu sob a fivela do cinto do meu pai.
Morreu sob a mentira vermelha.
Meu amor, o meu cão chamava-se Tigre,
o companheiro mais íntimo da minha infância,
as alegrias e tristezas que partilhámos
ultrapassam de longe tudo o resto.
Naquela tarde, o meu pai inesperadamente
comprou-me um bilhete para o cinema.
O meu pai totalmente devotado à revolução
conseguiu comover-me pela primeira vez.
Esta comoção durou apenas noventa minutos,
a mentira cruel dilacerou-me,
o meu cão morreu.
Morreu sob a primeira emoção do amor paternal.
A sua carne foi dividida com o vizinho,
a sua pele esticada e pendurada na porta da casa.
O Tigre outora vivo
abraçava agora a rígida e fria porta.
O meu cão morreu
e assim murchou a minha infância.
Já podia dirigir-me a este mundo pérfido
com uma única frase: não scredito mais.
http://www.blogger.com/img/blank.gif
Minha querida Xia, conseguirás trazer-me
de volta o meu cão?
Eu acredito: tu consegues.
Certamente consegues. Certamente.
14 de novembro de 1996
WorlWideReading on 20th 2012 - Day of the Political Lie Freedom for Liu Xiaobo
For more information look at www.literatufestival.com
O BLOG19 publicará nos próximos três dias outros três poemas de Liu Xiaobo.
sábado, 17 de março de 2012
Grupo 19 lê poemas de Liu Xiaobo

A Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 | Sintra associou-se, juntamente com outras estruturas portuguesas da AI, ao Festival Internacional de Literatura de Berlim numa iniciativa que tem como objetivo sensibilizar as pessoas para a situação de Liu Xiaobo, prémio Nobel da Paz de 2010, e ativista de direitos humanos. A iniciativa consiste em sessões de leituras, em 105 cidades de 40 países, de poemas e textos de Liu Xiaobo.
A estrutura sintrense iniciará já na segunda-feira, dia 19, no Agrupamento de Escolas do Alto dos Moínhos, Terrugem, a leitura dos poemas.
Para saber mais sobre Liu Xiaobo e exigir a sua libertação, clique aqui.
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