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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Secretário-geral Kumi Naidoo deixa a Amnistia Internacional

É com tristeza que a Amnistia Internacional confirma que, depois de indicação médica, o secretário-geral Kumi Naidoo vai abandonar o cargo por motivos de saúde. A decisão, comunicada à Direção Internacional da AI, foi aceite, hoje, 5 de dezembro.


“Há muito tempo que considero a Amnistia Internacional um dos ativos mais importantes da humanidade e foi com um peso no coração que tomei a decisão de deixar o cargo. Agora, mais do que nunca, a organização precisa de um secretário-geral que esteja em plena forma e possa desempenhar o seu mandato com vitalidade. Esta organização e a missão dos direitos humanos universais merecem”, afirma Kumi Naidoo.

“Foi um enorme privilégio trabalhar com a nossa excelente e comprometida equipa, bem como com os voluntários no Secretariado Internacional e secções. Fui inspirado pelo trabalho importante e corajoso que está a ser realizado pelo nosso movimento. Mas, devido à minha saúde, não tenho escolha a não ser tomar esta decisão dolorosa e renunciar. Preciso de recuperar e descobrir uma maneira mais sustentável de continuar a contribuir para a luta pela justiça no futuro”, acrescenta.

A atual secretária-geral adjunta, Julie Verhaar, assume as responsabilidades de Kumi Naidoo, com efeito imediato, até ser encontrado um substituto.

“É com relutância, mas compreensão, que aceitamos a resignação de Kumi. Durante o seu mandato como secretário-geral, demonstrou uma verdadeira liderança, ajudando-nos a desenhar a próxima estratégia global e a garantir que podemos enfrentar os desafios de direitos humanos que o mundo tem pela frente”, nota a presidente da Direção Internacional da AI, Sarah Beamish.

Durante o mês de dezembro, e dependendo do estado de saúde, Kumi Naidoo pretende cumprir os vários compromissos que tinha agendados. Está ainda decidido em garantir que a transição seja feita de forma cuidadosamente faseada, devendo abandonar o cargo em janeiro, altura em que entrará em baixa médica. 


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Kumi Naidoo novo secretário-geral da Amnistia Internacional

A Amnistia Internacional designou esta quinta-feira, 21 de Dezembro, Kumi Naidoo como novo secretário-geral do movimento global de direitos humanos. A partir de Agosto de 2018, Kumi Naidoo sucederá a Salil Shetty, o qual cumpriu dois mandatos como secretário-geral iniciados em 2010.

“Estamos encantados em ter Kumi como nosso novo secretário-geral. A sua visão e paixão por um mundo justo e pacífico faz dele um líder excecional para o nosso movimento global, conforme fortalecemos a nossa determinação em termos um mundo onde os direitos humanos são usufruídos por todos”, frisa a presidente da Direção da Amnistia Internacional, Mwikali Muthiani.

O secretário-geral da organização é o líder e principal porta-voz da Amnistia Internacional e diretor-executivo do Secretariado Internacional. A Amnistia Internacional é o maior movimento mundial de direitos humanos, com uma presença global que inclui escritórios em mais de 70 países e uma força de trabalho de 2 600 pessoas e sete milhões de membros, apoiantes e voluntários por todo o planeta.

Kumi Naidoo é um ativista e líder da sociedade civil. Os seus anteriores cargos de liderança incluem: diretor-executivo da Greenpeace Internacional, presidente da Global Call for Climate Action, presidente-fundador da Global Call to Action against Poverty e secretário-geral e presidente da Direção da CIVICUS, a Aliança Mundial para a Participação de Cidadania. Actualmente, Kumi Naidoo preside a três organizações start-up no seu país Natal, a África do Sul: a Africans Rising for Justice, Peace and Dignity, a Campaign for a Just Energy Future e a Global Climate Finance Campaign. Kumi Naidoo é licenciado em Ciência Política e Direito (Universidade de KwaZulu-Natal) e doutorado em Política (Universidade de Oxford).

“Tenho sido ativista e campaigner toda a minha vida, pelo que estou muito entusiasmado em juntar-me ao maior movimento mundial de pessoas pelos direitos humanos num momento em que temos de contrariar cada vez mais ataques às liberdades fundamentais e à sociedade civil em todo o globo. Tal implica capacidade de adaptação a um ambiente global fluido e em acelerada mudança com urgência, com paixão e com coragem”, sublinha, por seu lado, Kumi Naidoo.

O recém-designado secretário-geral considera ainda que “as campanhas da Amnistia Internacional por justiça e igualdade são mais urgentes agora do que nunca, e sinto-me humilde e honrado em liderar a organização nestes tempos de desafio”.

Salil Shetty nota, por seu lado, que “o mundo vive um momento entusiasmante com as pessoas por todo o mundo a mobilizarem-se em largos números para combaterem a injustiça e responsabilizarem os líderes nos governos e nas empresas a prestarem contas por abusos de direitos humanos”. “Não consigo pensar em ninguém melhor do que Kumi Naidoo para expandir a missão da Amnistia Internacional em tornar-se num verdadeiro movimento global de pessoas pelos direitos humanos”, avança.

“Estou entusiasmado em passar o leme quando, pela primeira vez na história da Amnistia, temos tanto o secretário-geral como a presidente da Direção Internacional oriundos de África”, remata Salil Shetty.

O secretário-geral é designado pela Direção Internacional da Amnistia Internacional para um mandato inicial de quatro anos. Esta escolha é feita com base num processo global extenso.

Salil Shetty permanece no cargo até julho de 2018. Kumi Naidoo inicia o seu mandato em agosto de 2018. 


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Novo secretário-geral da AI assume este mês as suas funções

Kumi Naidoo foi designado secretário geral da Amnistia em Dezembro de 2017. Conhecido como “quebra-regras” e “motor de mudança”, quer tornar a Amnistia um movimento de direitos humanos maior, mais ousado e mais inclusivo para ser capaz de enfrentar os desafios com que as pessoas são confrontadas hoje no mundo. Tem sido toda a vida um defensor da justiça social. Nascido em Durban, África do Sul, em 1965, Kumi ganhou o gosto pelo activismo aos 15 anos quando organizou e participou num protesto anti-apartheid que fez com que fosse expulso da escola que frequentava. Em 1986, com 21 anos, Kumi Naidoo foi acusado de violação das normas do estado de emergência. Viu-se então obrigado a entrar na clandestinidade, decidindo depois exilar-se no Reino Unido. Kumi Naidoo é um ativista e líder da sociedade civil. O seu anterior cargo foi diretor-executivo da Greenpeace Internacional.