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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Nascemos há 59 anos

Nascemos hoje, há 59 anos. O mundo continua carregado de imperfeições e atentados aos nossos direitos mais elementares, violados todos os dias, de todas as maneiras, um pouco por todo o lado. Mas estaria certamente pior se não tivéssemos apostado em melhorá-lo. Parabéns, pois, a todos os que nunca desistiram disso. Parabéns Amnistia, parabéns companheiros. E agora vamos às cartas. Isto vai mesmo ficar bem.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Relatório Anual da Amnistia Internacional


Amnistia Internacional acaba de publicar o Relatório Anual sobre o Estado dos Direitos Humanos no Mundo em 2017 e 2018. Desigualdades, intolerâncias, conflitos, discursos de ódio, refugiados, incertezas mas também sinais de esperança. 

Portugal também consta no documento. Mais uma vez. 

“No ano passado, o mundo esteve imerso em crises, com proeminentes líderes a oferecerem-nos uma visão de pesadelo de uma sociedade cega pelo ódio e pelo medo. Isto encorajou quem promove a intolerância, mas inspirou muito mais pessoas a erguerem-se na defesa de um futuro mais esperançoso”, frisa o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty

O mundo está a colher as consequências terríveis da retórica inflamada de ódio que ameaça normalizar discriminação maciça contra grupos marginalizados, alerta a Amnistia Internacional esta quinta-feira, 22 de fevereiro, com o lançamento da análise anual do estado dos direitos humanos.

Apesar de tal cenário, a organização de direitos humanos constata também que um movimento em crescendo, tanto de novos ativistas como de veteranos experimentados na defesa da justiça social, dá uma esperança bem real de inversão daquela espiral que resvala para a opressão.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Libertação imediata de Taner Kiliç!


A decisão de renovar a detenção e voltar a encarcerar o presidente da Direção da Amnistia Internacional na Turquia, Taner Kiliç, horas apenas após um tribunal ter ordenado a sua libertação sob fiança, tem de ser imediatamente revertida e o defensor de direitos humanos deve ser prontamente liberto, sustenta a Amnistia Internacional.

“Nestas últimas 24 horas fomos testemunhas de uma vergonha de justiça de proporções espetaculares. Ter recebido ordem de libertação apenas para lhe fecharem a porta da liberdade na cara é devastador para Taner, para a sua família e para todos os que defendem a justiça na Turquia”, critica o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty.

O responsável da organização de direitos humanos considera ainda que “este mais recente episódio de detenção maliciosa destruiu as esperanças de Taner e as da mulher e das filhas, as quais esperaram todo o dia por ele à porta da prisão para o abraçar”.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Kumi Naidoo novo secretário-geral da Amnistia Internacional

A Amnistia Internacional designou esta quinta-feira, 21 de Dezembro, Kumi Naidoo como novo secretário-geral do movimento global de direitos humanos. A partir de Agosto de 2018, Kumi Naidoo sucederá a Salil Shetty, o qual cumpriu dois mandatos como secretário-geral iniciados em 2010.

“Estamos encantados em ter Kumi como nosso novo secretário-geral. A sua visão e paixão por um mundo justo e pacífico faz dele um líder excecional para o nosso movimento global, conforme fortalecemos a nossa determinação em termos um mundo onde os direitos humanos são usufruídos por todos”, frisa a presidente da Direção da Amnistia Internacional, Mwikali Muthiani.

O secretário-geral da organização é o líder e principal porta-voz da Amnistia Internacional e diretor-executivo do Secretariado Internacional. A Amnistia Internacional é o maior movimento mundial de direitos humanos, com uma presença global que inclui escritórios em mais de 70 países e uma força de trabalho de 2 600 pessoas e sete milhões de membros, apoiantes e voluntários por todo o planeta.

Kumi Naidoo é um ativista e líder da sociedade civil. Os seus anteriores cargos de liderança incluem: diretor-executivo da Greenpeace Internacional, presidente da Global Call for Climate Action, presidente-fundador da Global Call to Action against Poverty e secretário-geral e presidente da Direção da CIVICUS, a Aliança Mundial para a Participação de Cidadania. Actualmente, Kumi Naidoo preside a três organizações start-up no seu país Natal, a África do Sul: a Africans Rising for Justice, Peace and Dignity, a Campaign for a Just Energy Future e a Global Climate Finance Campaign. Kumi Naidoo é licenciado em Ciência Política e Direito (Universidade de KwaZulu-Natal) e doutorado em Política (Universidade de Oxford).

“Tenho sido ativista e campaigner toda a minha vida, pelo que estou muito entusiasmado em juntar-me ao maior movimento mundial de pessoas pelos direitos humanos num momento em que temos de contrariar cada vez mais ataques às liberdades fundamentais e à sociedade civil em todo o globo. Tal implica capacidade de adaptação a um ambiente global fluido e em acelerada mudança com urgência, com paixão e com coragem”, sublinha, por seu lado, Kumi Naidoo.

O recém-designado secretário-geral considera ainda que “as campanhas da Amnistia Internacional por justiça e igualdade são mais urgentes agora do que nunca, e sinto-me humilde e honrado em liderar a organização nestes tempos de desafio”.

Salil Shetty nota, por seu lado, que “o mundo vive um momento entusiasmante com as pessoas por todo o mundo a mobilizarem-se em largos números para combaterem a injustiça e responsabilizarem os líderes nos governos e nas empresas a prestarem contas por abusos de direitos humanos”. “Não consigo pensar em ninguém melhor do que Kumi Naidoo para expandir a missão da Amnistia Internacional em tornar-se num verdadeiro movimento global de pessoas pelos direitos humanos”, avança.

“Estou entusiasmado em passar o leme quando, pela primeira vez na história da Amnistia, temos tanto o secretário-geral como a presidente da Direção Internacional oriundos de África”, remata Salil Shetty.

O secretário-geral é designado pela Direção Internacional da Amnistia Internacional para um mandato inicial de quatro anos. Esta escolha é feita com base num processo global extenso.

Salil Shetty permanece no cargo até julho de 2018. Kumi Naidoo inicia o seu mandato em agosto de 2018. 


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Obrigado, por Meriam



Mais de 30.000 pessoas assinaram em Portugal o apelo para salvar Meriam Ibrahim, condenada à morte no Sudão. Este é um número muito significativo para as petições da Amnistia Internacional em Portugal e esse é o melhor presente que podíamos desejar ao celebrarmos o 53ª aniversário, hoje, 28 de maio, da Amnistia Internacional.

Queremos agradecer-lhe caso já tenha dado a sua assinatura a esta causa; queremos pedir-lhe que, se não o fez ainda, o faça aqui e agora: http://bit.ly/Meriam_Ibrahim – iremos enviar estas assinaturas para as autoridades sudanesas, juntamente com milhares de outras que a Amnistia Internacional está a recolher em tudo o mundo. Queremos salvar Meriam! 

É esta a importância que uma simples assinatura tem, um único gesto, de uma só pessoa. Porque a força da Amnistia Internacional é precisamente esta: o empenho de muitas pessoas que atuam para alcançar um único objetivo – que os direitos humanos sejam respeitados em todo o mundo.

O caso de Meriam não é o único atentado aos direitos humanos. E a Amnistia Internacional está atenta e sabe que pode contar consigo, sempre. Por isso lhe pedimos que, mais uma vez, dê a sua voz pela defesa dos direitos humanos. Pedimos-lhe que atue também pelas mais de 200 raparigas estudantes que foram raptadas por um grupo armado na Nigéria para serem vendidas como escravas sexuais ou forçadas a casar. Assine também esta petição –http://bit.ly/ChibokNigeria – e partilhe com 5 amigos ou familiares. Quantos mais formos, mais pressão conseguimos exercer e mais poder teremos para mudar as coisas. 
Obrigado. Sempre convosco, pelos direitos humanos!


O Presidente da Direção da Amnistia Internacional Portugal

  
(Victor Nogueira)

sábado, 5 de outubro de 2013

Colaboração com jornal Correio de Sintra


A Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 | Sintra tem uma coluna quinzenal no Correio de Sintra onde vai dando conta de acções urgentes a decorrer. Mais uma forma de promover a informação e a participação activa pela defesa dos Direitos Humanos. Consultem a edição digital, nº. 65, na página 3, com o título "O Egito deve proteger os refugiados de guerra".


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Extensão da XI Mostra



Poderão consultar na página da XI Mostra mais informações sobre a extensão desta 11ª edição da Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos, que irá decorrer nos dias 11 e 12 de Julho no Cineclube de Telheiras, às 21h30.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

EUA: Revelações sobre a vigilância governamental fazem "soar o alarme"

“A natureza exaustiva dos registos alegadamente pedida pelo governo e a forma como se processou o acesso a essa informação levanta preocupações relativamente à privacidade,” diz Frank Jannuzi, Vice-diretor Executivo da secção americana da Amnistia Internacional.
“O governo tem o ónus de provar que as infrações ao direito à privacidade foram feitas no âmbito da lei, com um objetivo legítimo e que são necessárias e feitas de forma proporcional.”
De acordo com as reportagens, os documentos agora divulgados, revelam que a NSA teve acesso direto aos sistemas de várias empresas de tecnologia e internet sedeadas nos Estados Unidos, incluindo Google, Facebook, e a Apple. Um programa já conhecido chamado PRISM, alegadamente facilitava à NSA o acesso aos sistemas – permitido a recolha de dados incluindo do conteúdo do histórico das pesquisas, emails, transferência de ficheiros e conversações no chat. De acordo com as reportagens, as companhias de internet desconheciam o PRISM. Os relatos da imprensa também alegavam a existência de uma ordem do tribunal requerendo à empresa de comunicação norte-americana, Verizon, acesso a funcionários da NSA aos meta dados sobre os registos das chamadas de telemóvel, embora não ao conteúdo das chamadas. Numa declaração, no dia 6 de junho, o Diretor Nacional dos Serviços de Informação, James R. Clapper, garantia que os relatos do The Guardian e do The Washington Post continham “numerosas incorreções”. Não negou a existência de programas de vigilância.“Os esforços de combate ao terrorismo não devem ser usados como pretexto para o governo espiar indiscriminadamente,” afirma Jannuzi. “O governo norte-americano deve tomar as medidas necessárias para assegurar que ninguém é sujeito a interferências arbitrárias e ilegais na sua privacidade.”

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ajude a Amnistia a concretizar o projeto de um “Botão de Pânico” para ativistas

Criar um sistema de alerta para telemóveis que possa aumentar a segurança de milhares de ativistas em situações de risco em todo o mundo. Foi este o objetivo da Amnistia Internacional ao criar a aplicação “Botão de Pânico”, uma ideia que chegou ao top 10 de finalistas do Prémio de Impacto Global da Google. Para ajudar este projeto a tornar-se realidade vote aqui até 31 de maio.

Através da aplicação, os ativistas poderão enviar frequentemente a sua localização a uma lista pré-determinada de contactos. Ao premir o “Botão de Pânico” – oculto e que funciona secretamente no telemóvel – os contatos do ativista recebem uma mensagem sms com a sua localização.

“Nunca tinha visto nada assim durante o meu trabalho. Percebi imediatamente que poderia ser uma ferramenta poderosa”, afirma Nighat Dad, ativista paquistanesa e fundadora da “Digital Rights Foundation” no Paquistão. Caso ganhe o Prémio de Impacto Global da Google, a Amnistia Internacional receberá cerca de 585 mil euros para desenvolver o projeto.

“Este não é, no entanto, um produto final. As aplicações de segurança são sempre alvo de exploração com o passar do tempo, a Amnistia Internacional vai continuar a trabalhar para fortalecer a aplicação e torná-la mais segura”, explica Nighat Dad.

Amnistia Internacional: 52 anos!!




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Relatório Anual da Amnistia Internacional 2013

A inação global em matéria de direitos humanos está a tornar o mundo mais perigoso para os refugiados e migrantes. É umas das principais mensagens da Amnistia Internacional (AI), que consta do Relatório Anual da organização relativo a 2012 e que foi hoje lançado em todo o mundo.

Para a organização sediada em Londres, e numa altura em que há 15 milhões de pessoas registadas como refugiados, os direitos das pessoas que fugiram de conflitos e de perseguições ou que migraram em busca de trabalho e de uma vida melhor para si e para as suas famílias não estão a ser respeitados. Já os governos são acusados de mostrarem mais interesse em proteger as fronteiras dos seus Estados, invocando a soberania nacional, do que os direitos dos seus cidadãos ou dos que aí procuram refúgio ou oportunidades.

A falta de capacidade para resolver estas situações está a criar uma “subclasse global”: “Demasiados governos cometem abusos de direitos humanos em nome do controlo da imigração, indo muito além das medidas legítimas de fiscalização fronteiriça”, considera Salil Shetty, secretário-geral da Amnistia Internacional, segundo o qual “essas medidas não afetam apenas quem foge de conflitos. Milhões de migrantes estão a ser empurrados para situações abusivas, incluindo trabalho forçado e abuso sexual, porque muitas das políticas anti-imigração conduzem a situações de exploração com total impunidade, alimentando-se de retóricas populistas que responsabilizam os refugiados e migrantes pelas dificuldades internas de cada país”, remata Shetty. De acordo com o Banco Mundial, as remessas de trabalhadores migrantes dos países em desenvolvimento são três vezes superiores à ajuda oficial ao desenvolvimento internacional. Contudo, a desproteção é total: depois de as pessoas partirem, os Estados de origem alegam que não têm quaisquer obrigações perante elas uma vez que já não se encontram no seu território. Por sua vez, os Estados de acolhimento alegam que estas pessoas não são seus cidadãos e por isso, não lhes reconhecem direitos.

De facto, em 2012 a comunidade global testemunhou uma série de situações que forçou grandes números de pessoas a procurarem segurança noutras zonas do seu país ou atravessando fronteiras. Da Coreia do Norte ao Mali, do Sudão à República Democrática do Congo, sem esquecer a Síria, muitos tiveram de deixar as suas casas em busca de segurança.




domingo, 27 de maio de 2012

Sintrenses com a Amnistia Internacional



O trabalho da Amnistia Internacional voltou a atrair a atenção dos visitantes da VII Encontro de Alternativas de Sintra, que terminou no dia 27, no jardim da Biblioteca Municipal. Dezenas de pessoas procuraram o seu stand para informações sobre a Visão e a Missão desta organização de direitos humanos, em concreto do Grupo 19, a estrutura sintrense da AI. Outras tantas assinaram quer a petição por um tratado internacional sobre o comércio de armas que discipline o seu comércio quer as cartas que os activistas do G19 estão a enviar para a Angola para obter esclarecimentos sobre vários casos de prisões arbitrárias e continuadas detenções de natureza política e sem culpa formada.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Jardim da Amnistia Internacional


Numa breve cerimónia com a presença da vereadora da cultura, Catarina Vaz Pinto e da Presidente da Amnistia Internacional Portugal, Lucília-José Justino, foi hoje inaugurado o jardim da Amnistia Internacional. A placa foi descerrada ao som de “O Jardim da Paz”, poema que Teresa Rita Lopes escreveu para a ocasião.


O Jardim da Paz

                                                  Teresa Rita Lopes


Há palavras que rimam pelo som e pelo sentido:
flor amor fervor.
                              Estou certa de que o Primeiro Homem
ofereceu uma flor à Primeira Mulher.
                                                            E sempre os jardins
foram símbolo de beleza e de benevolência
                                                                     sítios onde
o homem esquece que é  mortal e feroz
                                                               e fere e mata
quando calha.
                       Nos jardins o corpo e a alma dão as mãos
e longamente namoram
                                      a ouvir os pássaros.
                                                                      Nas cidades
os jardins são a casa dos pássaros.
                                                       Os jardins são como
a poesia: as palavras que os dicionários arregimentam voam
de lá
        como borboletas
                                    e poisam na folha branca a compor
o poema
               segundo uma ordem que ninguém sabe quem deu.
Se as prisões fossem jardins as pessoas saíam de lá melhores
e não piores como sempre acontece.
                                                          Se os quartéis fossem
jardins
            as espingardas seriam entupidas com cravos
como numa revolução de que todos nos orgulhamos.
Sempre o homem situou num jardim o Bem e a Felicidade.
Já temos o jardim do Éden, agora passaremos a ter também
o Jardim da Paz:
                           este que aqui viemos baptizar.
Amnistia e paz não rimam com flor pelo som
                                                                          mas rimam
ah sim! pelo sentido!