quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Taner Kiliç finalmente livre


O presidente honorário da Amnistia Internacional na Turquia, Taner Kiliç, está finalmente em liberdade, ao fim de mais de 14 meses encarcerado, em cumprimento de decisão emitida por um tribunal de Istambul na quarta-feira, 15 de agosto.

“Estamos extremamente felizes com esta notícia. Foi preciso mais de um ano de campanha e luta incansáveis para chegarmos aqui, mas Taner está finalmente em liberdade e em segurança de volta aos braços da mulher e das filhas”, congratulou-se o recém-empossado secretário-geral da Amnistia Internacional, Kumi Naidoo. 

“Foi preciso mais de um ano de campanha e luta incansáveis para chegarmos aqui, mas Taner está finalmente em liberdade e em segurança de volta aos braços da mulher e das filhas”, disse o novo secretário-geral da AI, Kumi Naidoo. 



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Queixas de maus-tratos sob custódia policial e nas prisões


O Comité Europeu para a Prevenção da Tortura acusa Portugal de manter os presos em condições degradantes e de discriminação racial. Esta conclusão consta de um relatório que é divulgado esta terça-feira.
Este organismo levou a cabo uma série de visitas feitas em 2016 às prisões de Lisboa (EPL), Caxias, Leiria (para jovens), Setúbal, Monsanto (alta segurança), e aos hospitais prisionais psiquiátricos de Caxias e Leiria.

O diretor-geral, Celso Manata, assegura que o reforço dos guardas prisionais e a diminuição do número de presos alterou a situação nas prisões denunciada em relatório europeu. "Se o relatório fosse feito hoje, o quadro era completamente diferente", assegura. 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Relatório Anual da Amnistia Internacional


A Amnistia Internacional acaba de publicar o Relatório Anual sobre o Estado dos Direitos Humanos no Mundo em 2017 e 2018. Desigualdades, intolerâncias, conflitos, discursos de ódio, refugiados, incertezas mas também sinais de esperança. 

Portugal também consta no documento. Mais uma vez. 

“No ano passado, o mundo esteve imerso em crises, com proeminentes líderes a oferecerem-nos uma visão de pesadelo de uma sociedade cega pelo ódio e pelo medo. Isto encorajou quem promove a intolerância, mas inspirou muito mais pessoas a erguerem-se na defesa de um futuro mais esperançoso”, frisa o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty

O mundo está a colher as consequências terríveis da retórica inflamada de ódio que ameaça normalizar discriminação maciça contra grupos marginalizados, alerta a Amnistia Internacional esta quinta-feira, 22 de fevereiro, com o lançamento da análise anual do estado dos direitos humanos.

Apesar de tal cenário, a organização de direitos humanos constata também que um movimento em crescendo, tanto de novos ativistas como de veteranos experimentados na defesa da justiça social, dá uma esperança bem real de inversão daquela espiral que resvala para a opressão.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Zé, nosso Brave!


Foi hoje mas há 18 anos, e num dia como este, que o Zé se foi embora, sabe-se lá para onde, nunca mais mandou postais – mandava sempre postais quando se ausentava, lembram-se? Foi-se embora “traído por um coração maior do que o seu corpo imenso”, escreveu Pedro Palma num cartoon em que dias depois homenageou o amigo, o comandante e o homem que fez dos direitos humanos a luta da sua vida. Foi há 18 anos e parece que foi ontem, que isto do tempo engana muito, que o José Manuel Cabral deixou esta casa, em que entrou quase logo que ela nasceu, e esta família, que fez a sua. “Hoje estou aqui, amanhã logo se vê”, repetia muitas vezes, ele que vivia para o momento excepto quando trabalhava para um mundo sem homens a atropelar outros. E com que fé e generosidade o fazia, a bordo do Lusitânia Expresso, a caminho das águas ocupadas de Timor-Leste, desfilando com archotes nas ruas de Alcobaça, nas escolas, nas entrevistas, criando núcleos como o de Sintra ou à frente da secção portuguesa desta AI. Eh, pá, Zé, nosso Brave, que saudades!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Libertação imediata de Taner Kiliç!


A decisão de renovar a detenção e voltar a encarcerar o presidente da Direção da Amnistia Internacional na Turquia, Taner Kiliç, horas apenas após um tribunal ter ordenado a sua libertação sob fiança, tem de ser imediatamente revertida e o defensor de direitos humanos deve ser prontamente liberto, sustenta a Amnistia Internacional.

“Nestas últimas 24 horas fomos testemunhas de uma vergonha de justiça de proporções espetaculares. Ter recebido ordem de libertação apenas para lhe fecharem a porta da liberdade na cara é devastador para Taner, para a sua família e para todos os que defendem a justiça na Turquia”, critica o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty.

O responsável da organização de direitos humanos considera ainda que “este mais recente episódio de detenção maliciosa destruiu as esperanças de Taner e as da mulher e das filhas, as quais esperaram todo o dia por ele à porta da prisão para o abraçar”.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Kumi Naidoo novo secretário-geral da Amnistia Internacional

A Amnistia Internacional designou esta quinta-feira, 21 de Dezembro, Kumi Naidoo como novo secretário-geral do movimento global de direitos humanos. A partir de Agosto de 2018, Kumi Naidoo sucederá a Salil Shetty, o qual cumpriu dois mandatos como secretário-geral iniciados em 2010.

“Estamos encantados em ter Kumi como nosso novo secretário-geral. A sua visão e paixão por um mundo justo e pacífico faz dele um líder excecional para o nosso movimento global, conforme fortalecemos a nossa determinação em termos um mundo onde os direitos humanos são usufruídos por todos”, frisa a presidente da Direção da Amnistia Internacional, Mwikali Muthiani.

O secretário-geral da organização é o líder e principal porta-voz da Amnistia Internacional e diretor-executivo do Secretariado Internacional. A Amnistia Internacional é o maior movimento mundial de direitos humanos, com uma presença global que inclui escritórios em mais de 70 países e uma força de trabalho de 2 600 pessoas e sete milhões de membros, apoiantes e voluntários por todo o planeta.

Kumi Naidoo é um ativista e líder da sociedade civil. Os seus anteriores cargos de liderança incluem: diretor-executivo da Greenpeace Internacional, presidente da Global Call for Climate Action, presidente-fundador da Global Call to Action against Poverty e secretário-geral e presidente da Direção da CIVICUS, a Aliança Mundial para a Participação de Cidadania. Actualmente, Kumi Naidoo preside a três organizações start-up no seu país Natal, a África do Sul: a Africans Rising for Justice, Peace and Dignity, a Campaign for a Just Energy Future e a Global Climate Finance Campaign. Kumi Naidoo é licenciado em Ciência Política e Direito (Universidade de KwaZulu-Natal) e doutorado em Política (Universidade de Oxford).

“Tenho sido ativista e campaigner toda a minha vida, pelo que estou muito entusiasmado em juntar-me ao maior movimento mundial de pessoas pelos direitos humanos num momento em que temos de contrariar cada vez mais ataques às liberdades fundamentais e à sociedade civil em todo o globo. Tal implica capacidade de adaptação a um ambiente global fluido e em acelerada mudança com urgência, com paixão e com coragem”, sublinha, por seu lado, Kumi Naidoo.

O recém-designado secretário-geral considera ainda que “as campanhas da Amnistia Internacional por justiça e igualdade são mais urgentes agora do que nunca, e sinto-me humilde e honrado em liderar a organização nestes tempos de desafio”.

Salil Shetty nota, por seu lado, que “o mundo vive um momento entusiasmante com as pessoas por todo o mundo a mobilizarem-se em largos números para combaterem a injustiça e responsabilizarem os líderes nos governos e nas empresas a prestarem contas por abusos de direitos humanos”. “Não consigo pensar em ninguém melhor do que Kumi Naidoo para expandir a missão da Amnistia Internacional em tornar-se num verdadeiro movimento global de pessoas pelos direitos humanos”, avança.

“Estou entusiasmado em passar o leme quando, pela primeira vez na história da Amnistia, temos tanto o secretário-geral como a presidente da Direção Internacional oriundos de África”, remata Salil Shetty.

O secretário-geral é designado pela Direção Internacional da Amnistia Internacional para um mandato inicial de quatro anos. Esta escolha é feita com base num processo global extenso.

Salil Shetty permanece no cargo até julho de 2018. Kumi Naidoo inicia o seu mandato em agosto de 2018.