segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Prabéns, apesar de tudo

À vista do que se propôs, e do que aí está, parece um texto morto. E no entanto ninguém pode garantir que sem ela, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, essa velhinha sorridente que faz hoje anos, 70, a coisa não estivesse mais preta. Apesar de tudo nascemos hoje mais iguais em dignidade e em direitos do que em 1948. Os direitos humanos já não são só de barões, de homens, homens brancos, branquinhos e baptizados, e europeus, graças a Eleanor, P. C. Chang, Cassin, Malik e outros, um saco de gatos por quem na altura ninguém deu muito. Faltam ainda muitos direitos no texto, pois faltam, os de terceira e os de quarta geração, e até já se fala dos de quinta, mas eles virão todos, é uma questão de tempo mesmo que não calhe no nosso. E que o direito à busca da felicidade seja um deles pois não somos menos do que o bom povo de Virgínia. Não sei se se andou pouco, sei que se andou um bocado e só não se irá mais longe se a marca de água dos dias que correm, o pessimismo, falar mais alto. Há pactos, ainda hoje vai nascer um em Marraquexe, ainda que coxo, e instrumentos de acompanhamento, e até de castigo, mesmo que pelo meio haja muita música. E há muita! É tudo muito larvar, tudo muito no princípio, tudo muito cheio de armadilhas, olhem só o que aconteceu aos jovens peritos da ONU no Zaire, a Zaira e o Sharp, traídos por quem os mandou para lá! Mas se o caminho não for o começado há 70 anos, é qual? Portanto e por muito que isso custe a relativistas, islamistas e outros istas, parabéns, declaração - apesar de tudo!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Um homem para a eternidade

Nelson Mandela 

Mvezo, 18 de julho de 1918 — Joanesburgo, 5 de Dezembro de 2013


terça-feira, 27 de novembro de 2018

Sessões em escolas

Dezembro foi sempre um mês de agenda cheia para o Grupo 19. Este também vai ser assim. Já no próximo dia 30 vamos estar na Escola Secundária Ferreira Dias, no Cacém. Dez dias depois, e no espaço de poucas horas, teremos sessões alusivas aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos na Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos, e, à tarde, na EB 2,3 Maria Alberta Meneres, na Tapada das Mercês, neste caso a par de outras associações comprometidas com a defesa, protecção e promoção de direitos básicos - ver o cartaz que reproduzimos. Enfim no dia 12 iremos à Secundária de Caneças. Todas as escolas são nossas conhecidas. Isto para acabar o ano. Para o próximo já temos também encontros agendados com estudantes de outras escolas.

domingo, 21 de outubro de 2018

Amnistia condena publicação de fotos dos suspeitos de Gondomar


Amnistia condena fotografias de suspeitos de Gondomar. Sindicato diz que só partilhou

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Ambas as entidades concordam com a abertura de inquéritos.


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A partilha de fotografias do momento da detenção de três homens, em Gondomar, que estavam em fuga desde a tarde de quinta-feira já levou a PSP e o ministério da Administração Interna a abrirem inquéritos.

Ouvido pela TSF, Pedro Neto, da Amnistia Internacional, lamenta a publicação destas fotografias, e considera mesmo que são "humilhantes" para os arguidos.

"É uma publicação escusada, há aqui uma questão de dignidade humana que deve prevalecer", defende Pedro Neto. No seu entender, as fotografias "não vêm acrescentar nada à situação, pelo contrário, contribuem para humilhar os suspeitos e não acrescentam justiça à situação".

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Sobre a forma como esta detenção foi feita, Pedro Neto destaca a forma como foi feita "sem incidentes, sem feridos, sem nenhum acontecimento trágico", revelando-se também satisfeito com a abertura de inquérito por parte da PSP.

domingo, 9 de setembro de 2018

A MGF em Portugal: uma realidade sem consequências

Não são casos frequentes — ou pelo menos visíveis —, e talvez por isso seja difícil saber o que fazer perante eles. A mutilação genital feminina é um crime autónomo no Código Penal Português desde Setembro de 2015, com a criação do artigo 144.º-A. Sabe-se que é uma realidade no nosso país, que é realizada por norma em meninas entre os 0 e os 15 anos, nos países de origem das famílias ou mesmo em território português, e que pode ter consequências.