quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Um fim de ano gratificante

O mês de Dezembro é anualmente um dos mais activos para as estruturas operacionais da Amnistia Internacional devido ao número acrescido de sessões pedidas pelas escolas, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos, e da Maratona de Cartas. No caso do Grupo 19, vem até a seguir à Mostra-Me, a mostra de documentários sobre Direitos Humanos, semanas antes, que mobiliza todos os recursos. Assim foi de novo este que termina. Estivemos na Associação Renovar a Mouraria, Lisboa, Escola Secundária José Saramago, Mafra, Escola Secundária D. João V, Damaia, Escola Secundária de Caneças, Agrupamento de Escolas da Moita ou o Colégio Luísa Sigea, Estoril. Elementos nossos estiveram ainda em sessões da Escola Secundária de Santa Maria, Sintra, e Escola Secundária José Gomes Ferreira. Foram dias de correria mas muito gratificantes pela organização e as exposições que encontrámos, o número de alunos mobilizados, os debates tidos, as preocupações mostradas, as sensibilidades mexidas e o número de cartas que fizemos assinar no quadro da Maratona de 2015. E, além disso, pelos estudantes e professores que mostraram vontade em aderir à AI e trabalhar connosco por um mundo melhor. Deixamos aqui o registo fotográfico de alguns desses momentos. 



Muitas dezenas de alunos da Secundária José Saramago apinharam-se 
para assinar a favor de Rafael Marques, Yecenia, Costa e o companheiro ou a pequena Maria do Burkina Faso



Exposição alusiva ao Dia Internacional dos Direitos Humanos montada pelos alunos da Secundária D. João V



Aluna da escola da escola da Damaia assinando uma das cartas da Maratona de 2015



Exposição sobre o 10 de Dezembro da autoria dos alunos da Escola Secundária de Caneças



Estudantes da vertente profissional da escola de Caneças durante a assinatura das cartas 
a favor de Rafael, Yecenia, Costas e o companheiro e a pequena Maria

terça-feira, 15 de dezembro de 2015



Um dia removeremos o arame farpado da nossa Vela. 
Trabalhamos com a certeza disso. 
É esta a nossa Visão, é esta a nossa Esperança. 
Sonhemos com isso. Não é impossível. 

Boas Festas

Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 | Sintra

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

MOSTRA-ME 2015



MOSTRA-ME


XIV MOSTRA DE DOCUMENTÁRIOS SOBRE DIREITOS HUMANOS

Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 | Sintra

6, 7 e 8 de novembro de 2015


A Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19, em colaboração com o Centro Cultural Olga Cadaval, promove a realização, de 6 a 8 de novembro de 2015, da 14ª edição da MOSTRA-ME - Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos. Durante três dias serão exibidos documentários, alguns deles inéditos, sobre temas distintos realizados em diversos países com o intuito de fornecer uma perspetiva alargada sobre alguns dos desafios que se colocam aos Direitos Humanos na atualidade. A programação pretende potenciar a consciência da comunidade sobre os Direitos Humanos, essencial para uma sociedade mais bem informada e formada. Tal como nas edições anteriores, está prevista a presença de realizadores e especialistas para analisarem, em conjunto com a Amnistia Internacional, alguns dos filmes após a sua projeção, em cujo debate o público é convidado a participar. Serão ainda realizadas atividades complementares relacionadas com temas e campanhas da Amnistia Internacional em curso.


PROGRAMAÇÃO


SALMA | 6 de novembro | 10h30 | (disponível por marcação para escolas)

Quando Salma, uma jovem muçulmana do sul da Índia, tinha 13 anos, foi trancada pela sua família durante 25 anos, que a proibiu de estudar e a forçou a casar. Durante esse tempo, as palavras foram a salvação de Salma. Ela começou secretamente a compor poemas em pedaços de papel e, por meio de um sistema complexo, foi capaz de os tirar de casa, e levá-los para as mãos de um editor. Contra todas as expectativas, Salma tornou-se a mais famosa poeta Tamil: o primeiro passo para a descoberta de sua própria liberdade e o desafiar das tradições e códigos de conduta na sua aldeia.

Kim Longinotto, Reino Unido/Índia, 2013, 89'
  


O MEDO À ESPREITA | 6 de novembro | 21h30 | (filme vencedor prémio AI IndieLisboa)

Depois de “Lisboa Domiciliária”, estreado nas nossas salas em 2009, Marta Pessoa filma outras memórias secretas: a de cidadãos que viveram, até à queda do Estado Novo, uma vida de perseguição pessoal e política. Ao longo de toda a sua existência, uma das piores faces da ditadura movia-se por passos secretos, informações ocultas, e perseguições, no dia-a-dia, a pessoas suspeitas de viverem contra o regime. “O Medo à Espreita” é o retrato, assim, de pessoas que viveram diariamente debaixo da sombra dos informadores da PIDE/DGS e da sua tortura. Mas é também o retrato de um país onde o instrumento da denúncia cresceu para além dos círculos políticos para se instalar, sorrateiramente, no nosso quotidiano.


Marta Pessoa, Portugal, 2015, 86’

Debate com a presença da realizadora.



NAUFRÁGIO (SHIPWRECK) | 7 de novembro | 21h30 | (menção honrosa Prémio AI IndieLisboa)


Vida e morte ecoam nas palavras de um sobrevivente que passeia, em “Shipwreck”, entre os destroços de um desastre humanitário: o naufrágio de emigrantes ilegais na costa italiana.

Morgan Knibbe, Holanda/Itália, 2014, 15′



A Luta Interior (The Battle Within) | 7 de novembro | 21h45 | (filme inédito)

Segundo o Departamento de Estado para os Veteranos, em cada 65 minutos há um suicídio entre os militares veteranos dos EUA. Só em 2012 suicidaram-se mais militares do que aqueles que foram mortos em combate. O tratamento para os veteranos do Iraque e do Afeganistão, que sofrem do Síndrome Pós-Traumático de Guerra, custou para cima de 2 biliões de dólares.
O documentário aborda a questão do elevado índice de suicídios entre os veteranos e militares dos EUA, a partir dos chocantes dados estatísticos mais recentes. São procuradas as causas e a natureza destes suicídios ao mesmo tempo que evidencia o desgaste a que são sujeitos, seja enquanto se encontram no ativo, na reserva ou no momento do seu regresso a casa. São focadas ainda as dificuldades inerentes à sua reintegração na sociedade, processo em que são analisadas as situações limite conducentes ao suicídio, incluindo o quadro de sintomas associados ao síndrome pós traumático de guerra (SPTG) e ao trauma crânioencefálico (TBI).

Shahram Hashemi /Susan Tehrani; EUA, 2014, 25’

Debate com o realizador (a confirmar), 
Sofia Lorena, jornalista do Público e Cátia Miriam Costa, investigadora do ISCTE


JULGAMENTO NA HUNGRIA (JUDGMENT IN HUNGARY) | 8 de novembro | 17h00

Um drama de tribunal sobre o julgamento de quatro homens, acusados de terem assassinado vários ciganos ao longo de um ano, entre eles uma criança de 5 anos de idade, por motivos raciais. O filme decorre numa sala de tribunal, pequena e claustrofóbica, em Budapeste, na Hungria. O julgamento começou em março de 2011 e acabou a 6 de agosto de 2013.

Eszter Hajdú, Hungria/Portugal/Alemanha, 2014, 112’

Debate com a presença da realizadora. 


sábado, 13 de junho de 2015

Ana Montilla: "Obrigado!"

Ana Montilla, mulher de Juan Herrera, agradece a todos os que assinaram cartas ao Presidente da República Dominicana exigindo notícias do marido desaparecido: 


sábado, 30 de maio de 2015

Onde está Juan'

Onde está Juan Herrera? - perguntaram as pessoas. Isso é o que nós queremos saber, pergunte-o connosco - respondeu o Grupo 19. Foi assim ontem e hoje, sábado, e assim deverá ser amanhã, domingo, na banca da estrutura sintrense da AI no 10º Encontro de Alternativas de Sintra. Juan Almont Herrera desapareceu há cinco anos e meio na República Dominicana depois de detido pela polícia. O Grupo 19 adoptou-o, à semelhança do que fez o 36, de Chaves. Nas fotos, pessoas assinando cartas a perguntar às autoridades dominicanas onde está Juan ou pegando no seu caso. ~











segunda-feira, 18 de maio de 2015

AI Portugal: 34 anos


Hoje é dia de festa! Foi há 34 anos que a Amnistia Internacional surgiu em Portugal. 

Susana C. Gaspar, Presidente da Direção, apagou as velas. Deixou acesa aquela que não se apaga nem em dia de festa. Porque muito foi conseguido em 34 anos, mas muito continua por fazer. Fica a promessa - e o desejo - de continuar a tentar fazer deste um mundo melhor.

Agora é a vossa vez: qual o vosso desejo para a Amnistia Internacional Portugal? Leiam mais desejos em bit.ly/1bZKeip.

© Ricardo Rodrigues da Silva