A Amnistia Internacional Portugal tem em curso mais uma Maratona de Cartas. A ideia é tão simples como essencial para salvar uma vida, um destino. E custa nada ou pouco. Basta ir à página da AI Portugal e assinar pelos casos escolhidos. Leia-os e repare como com um simples gesto pode ligar para sempre a sua vida à de alguém que espera pelo seu clique, a sua assinatura, a sua solidariedade. É simples e pode vale tudo. Ales Bialiatski, Gao Zhisheng, Juan Herrera, Narges Mohammadi e Girifina dependem de si. Tem até ao dia 16 para os ajudar.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Pode a Amnistia ficar calada?
No passado dia 15 de Novembro, a secção portuguesa da Amnistia Internacional (AI) emitiu um comunicado que gerou polémica. O comunicado dizia respeito à manifestação de 14 de Novembro e tinha essencialmente quatro pontos: (1) condenava o uso excessivo da força por parte da PSP; (2) condenava os actos de violência de um grupo de manifestantes que arremessaram pedras e petardos contra as forças de segurança; (3) alertava para o facto de haver testemunhos de detenções ilegais; (4) solicitava ao ministro da Administração Interna que ordenasse a abertura de um inquérito.
Ao condenar o uso excessivoda força por parte da PSP, o comunicado não criticava o facto de a PSP ter usado a força. Criticava, antes, a forma como a PSP usou a força, considerando-a excessiva ou desproporcional. Dito de outro modo, a AI admitia que, perante a violência demonstrada por um grupo específico de manifestantes, a PSP acabou por não ter alternativa senão usar a força, mas contestava que não tivesse havido alternativa a uma carga policial que (segundo tudo indica) não deteve os prevaricadores, atingiu inocentes, continuou muito para lá do local da manifestação com recurso indiscriminado à bastonada e acabou em detenções aleatórias que terão violado princípios elementares do Estado de direito. Das alternativas a esta forma de actuação tem-se começado a falar nos últimos dias: sem um inquérito, não se pode excluir que a PSP pudesse e devesse ter tentado usar apenas a força mínima necessária para deter os manifestantes violentos logo no início dos distúrbios (não só para lhes pôr cobro, mas também para proteger os seus próprios agentes).
A AI é uma ONG de direitos humanos. Defende direitos e defende o Estado de direito. Colabora há anos com instituições do Estado e já deu formação em Direitos Humanos à GNR, PSP e a guardas prisionais. Já em Março se tinha pronunciado contra o uso desproporcional da força policial nos protestos do Chiado. Tem feito o mesmo em Espanha, na Grécia e em outros países onde as manifestações têm sido reprimidas com uso excessivo da força. Ora, segundo os testemunhos sobre a manifestação de 14 de Novembro, a polícia espancou menores e idosos, atingiu pessoas na cabeça e agrediu quem já estava no chão - quando, na verdade, a praça ficou vazia poucos segundos depois de o corpo de intervenção ter avançado sobre os manifestantes. Uma senhora de 65 anos escreve-nos o seguinte: "O meu marido, de 79 anos, depois de ter caído, em resultado da multidão em pânico, já estava no chão e um polícia deu-lhe com o bastão na cabeça". Pode a AI aceitar isto como um "dano colateral" da carga policial? Pode defender que este casal foi "cúmplice" do apedrejamento? Ou que eram "mirones" e por isso haviam perdido o direito de usar livremente a via pública? Ou que foram avisados por um megafone de que corriam o risco de ser espancados - quando esse megafone é descrito por muitos como "inaudível"? Os testemunhos sobre as detenções não são menos preocupantes. Segundo se conclui, os detidos foram impedidos de contactar os seus advogados, sujeitos a humilhações psicológicas graves e libertados sem que lhes tenham sido passados autos a explicar por que razão haviam sido presos. Nalguns casos, os detidos dizem ter sido coagidos a assinar autos em branco. Pode a AI ficar calada perante tudo isto? Precisamos de explicar por que motivo solicitamos a abertura de um inquérito?
Teresa Pina
Directora Executiva da Amnistia Internacional Portugal
Texto publicado no jornal Público, edição de 27 do corrente
Amnistia Internacional Portugal envia carta ao MAI sobre acontecimentos do dia 14 de novembro
A Amnistia Internacional condena, tal como fizera já no seu comunicado do passado dia 15 de novembro, o uso da violência por parte de um grupo de manifestantes que arremessaram pedras e petardos contra as forças de segurança na manifestação do passado dia 14, mas reitera também que considera urgente a abertura de um inquérito à atuação das forças policiais. A carta ontem enviada ao Senhor Ministro da Administração Interna solicita a abertura deste inquérito. Ver texto integral aqui.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
XI Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos
A Amnistia Internacional
Portugal – Grupo 19, em colaboração com o Centro Cultural Olga Cadaval, promove
a realização, entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2012, da XI Mostra de
Documentários sobre Direitos Humanos, com o objetivo de sensibilizar a
comunidade para a necessidade de promoção e defesa dos Direitos Humanos.
Durante três dias serão exibidos documentários, alguns deles inéditos, sobre
temas distintos, realizados em diversos países, com o intuito de fornecer uma
perspetiva alargada sobre alguns dos desafios que se colocam aos Direitos
Humanos na atualidade. O ano de 2011 foi rico de conflitos mas também de sinais
de mudança. Mas o contraste entre a coragem dos cidadãos que saíram à rua em
muitos países do mundo para exigir uma sociedade mais respeitadora dos Direitos
Humanos, e por isso mais justa, e o fracasso das lideranças incapazes de
responderem a esses apelos com ações concretas, e aí temos, entre outros, o
caso da Síria, deixou clara a necessidade do reforço da exigência no quadro de
uma sociedade mais bem informada e formada, o objetivo desta iniciativa, pelo
terceiro ano consecutivo nas salas do Centro Cultural Olga Cadaval.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
XIII Campo de Trabalho para Jovens
Dezenas de rapazes e raparigas estão a participar no XIII Campo de Trabalho para Jovens, a decorrer em Vila Nova de Famalicão. Este ano o CTJ, uma iniciativa da Amnistia Internacional Portugal, tem a participação de membros da secção espanhola da AI e de activistas da Guiné-Bissau. Termina no dia 4.
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