quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Opositora à exploração ilegal de madeira na Amazónia corre perigo de vida

«Laísa Santos Sampaio, membro do Grupo de Trabalhadoras Artesanais Extractivistas, que promove o desenvolvimento sustentável da floresta da Amazónia, tem sido alvo de espancamentos e ameaças de morte.
A irmã de Laísa, Maria do Espírito Santo da Silva e o cunhado, o famoso ativista José Cláudio Ribeiro da Silva foram assassinados em maio de 2011 por denunciarem práticas ilegais de exploração de madeira.

Após este incidente Laísa fugiu, mas teve que regressar por não ter meios para se sustentar.

Laísa acredita que as pessoas que a têm ameaçado são as mesmas que mataram os seus irmãos. Em abril de 2012 pediu para ser incluída no Programa Nacional para a Proteção dos Defensores de Direitos Humanos, mas a resposta ao seu pedido foi negativa.
 
Apele às autoridades para que ofereçam proteção à Laísa e para que os responsáveis pelas ameaças e morte dos seus irmãos sejam levados à justiça.»
 
 
Assine a petição no site da Amnistia Internacional Portugal:


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mais de 600 mil assinaturas para um mundo mais seguro!

"Têm de erguer as vossas vozes. Têm de supervisionar e monitorizar este Tratado logo que ele seja implementado. Têm esse legítimo direito enquanto cidadãos do mundo". Foram estas as palavras de Ban Ki-moon, Secretário-geral das Nações Unidas, ao receber, ontem, 3 de julho, as 620 mil assinaturas do Apelo Global pelo Tratado de Comércio de Armas, das quais 6.000 são provenientes de Portugal, incluindo muitas recolhidas pelo Grupo 19, Sintra. 

Mais informação aqui e aqui.

Amnistia Internacional Portugal

domingo, 27 de maio de 2012

Sintrenses com a Amnistia Internacional



O trabalho da Amnistia Internacional voltou a atrair a atenção dos visitantes da VII Encontro de Alternativas de Sintra, que terminou no dia 27, no jardim da Biblioteca Municipal. Dezenas de pessoas procuraram o seu stand para informações sobre a Visão e a Missão desta organização de direitos humanos, em concreto do Grupo 19, a estrutura sintrense da AI. Outras tantas assinaram quer a petição por um tratado internacional sobre o comércio de armas que discipline o seu comércio quer as cartas que os activistas do G19 estão a enviar para a Angola para obter esclarecimentos sobre vários casos de prisões arbitrárias e continuadas detenções de natureza política e sem culpa formada.

sábado, 26 de maio de 2012


A Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 | Sintra estará  presente no VII Encontro de Alternativas em Sintra, a decorrer nos jardins da Biblioteca Municipal de Sintra, de 25 a 27 de Maio. Apareçam e colaborem no nosso evento "Um Selo pela Liberdade" - das 15h às 18h haverá uma caixa de correio à espera das vossas assinaturas. Contamos convosco.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Relatório Anual 2012: Amnistia Internacional diz que não há lugar para a tirania e a injustiça

«É necessário um Tratado de Comércio de Armas forte numa altura em que o Conselho de Segurança da ONU parece estar cada vez menos à altura do desafio

A coragem demonstrada pelos manifestantes nos últimos 12 meses tem sido acompanhada por uma falha de liderança que faz com que o Conselho de Segurança da ONU pareça cansado, descompassado e cada vez mais inadequado à sua função, afirma a Amnistia Internacional no lançamento do 50º relatório global sobre os direitos humanos, apelando a um Tratado de Comércio de Armas forte ainda este ano.»


sexta-feira, 30 de março de 2012

Jardim da Amnistia Internacional


Numa breve cerimónia com a presença da vereadora da cultura, Catarina Vaz Pinto e da Presidente da Amnistia Internacional Portugal, Lucília-José Justino, foi hoje inaugurado o jardim da Amnistia Internacional. A placa foi descerrada ao som de “O Jardim da Paz”, poema que Teresa Rita Lopes escreveu para a ocasião.


O Jardim da Paz

                                                  Teresa Rita Lopes


Há palavras que rimam pelo som e pelo sentido:
flor amor fervor.
                              Estou certa de que o Primeiro Homem
ofereceu uma flor à Primeira Mulher.
                                                            E sempre os jardins
foram símbolo de beleza e de benevolência
                                                                     sítios onde
o homem esquece que é  mortal e feroz
                                                               e fere e mata
quando calha.
                       Nos jardins o corpo e a alma dão as mãos
e longamente namoram
                                      a ouvir os pássaros.
                                                                      Nas cidades
os jardins são a casa dos pássaros.
                                                       Os jardins são como
a poesia: as palavras que os dicionários arregimentam voam
de lá
        como borboletas
                                    e poisam na folha branca a compor
o poema
               segundo uma ordem que ninguém sabe quem deu.
Se as prisões fossem jardins as pessoas saíam de lá melhores
e não piores como sempre acontece.
                                                          Se os quartéis fossem
jardins
            as espingardas seriam entupidas com cravos
como numa revolução de que todos nos orgulhamos.
Sempre o homem situou num jardim o Bem e a Felicidade.
Já temos o jardim do Éden, agora passaremos a ter também
o Jardim da Paz:
                           este que aqui viemos baptizar.
Amnistia e paz não rimam com flor pelo som
                                                                          mas rimam
ah sim! pelo sentido!                 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Carta da Amnistia Internacional Portugal para MAI e PSP, a propósito da atuação de ontem da PSP


Eis, em síntese, as principais linhas da carta endereçada hoje, 23 de março, pela Secção Portuguesa da Amnistia Internacional ao Senhor Ministro da Administração Interna, com conhecimento para o Senhor Diretor Nacional da PSP:

A Amnistia Internacional Portugal solicitou ao Senhor Ministro que, no decurso da investigação por ele hoje anunciada, se apurem com a maior brevidade possível os exatos termos em que decorreu a atuação de ontem da PSP, na sequência da greve geral e das respetivas manifestações de rua em Lisboa, e que à luz do que foi publicamente divulgado pela comunicação social, nos parece verdadeiramente condenável.

De facto, e de acordo com a informação disponibilizada através da cobertura noticiosa, tivemos conhecimento de eventos que, no entender da Amnistia Internacional Portugal, consideramos preocupantes - o uso da força por parte de alguns agentes da PSP pareceu-nos, se não excessivo, pelo menos francamente desproporcional em relação à atuação dos manifestantes.

Essa atuação merece-nos, igualmente, forte reprovação quando está em causa o trabalho de jornalistas. De facto, e segundo o relato dos media sobre os eventos de ontem, pelo menos dois profissionais da comunicação social, um da agência de notícias Lusa, outra da Agência "France Press", foram agredidos e impedidos de desempenhar o seu trabalho na zona do Chiado, mesmo tendo-se identificado como jornalistas e apesar de, segundo relataram aos media, não terem tido qualquer atitude de provocação ou hostilidade em relação aos agentes do Corpo de Intervenção da PSP presentes no local. No caso do fotojornalista da Lusa e segundo a própria empresa, houve necessidade de assistência hospitalar, por ferimentos resultantes da atuação policial.

Por fim, também na cidade do Porto, e segundo a informação veiculada pelos órgãos de comunicação social, várias pessoas foram agredidas por agentes da PSP na Praça Carlos Alberto, pouco depois de o Primeiro Ministro ter sido recebido por manifestantes em protesto na Reitoria da Universidade. Os relatos referem inclusive a presença de agentes da PSP "à paisana".


Amnistia Internacional Portugal