domingo, 27 de maio de 2012
Sintrenses com a Amnistia Internacional
O trabalho da Amnistia Internacional voltou a atrair a atenção dos visitantes da VII Encontro de Alternativas de Sintra, que terminou no dia 27, no jardim da Biblioteca Municipal. Dezenas de pessoas procuraram o seu stand para informações sobre a Visão e a Missão desta organização de direitos humanos, em concreto do Grupo 19, a estrutura sintrense da AI. Outras tantas assinaram quer a petição por um tratado internacional sobre o comércio de armas que discipline o seu comércio quer as cartas que os activistas do G19 estão a enviar para a Angola para obter esclarecimentos sobre vários casos de prisões arbitrárias e continuadas detenções de natureza política e sem culpa formada.
sábado, 26 de maio de 2012
A Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 | Sintra estará presente no VII Encontro de Alternativas em Sintra, a decorrer nos jardins da Biblioteca Municipal de Sintra, de 25 a 27 de Maio. Apareçam e colaborem no nosso evento "Um Selo pela Liberdade" - das 15h às 18h haverá uma caixa de correio à espera das vossas assinaturas. Contamos convosco.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Relatório Anual 2012: Amnistia Internacional diz que não há lugar para a tirania e a injustiça
«É necessário um Tratado de Comércio de Armas forte numa altura em que o
Conselho de Segurança da ONU parece estar cada vez menos à altura do
desafio
A coragem demonstrada pelos manifestantes nos últimos 12 meses tem sido acompanhada por uma falha de liderança que faz com que o Conselho de Segurança da ONU pareça cansado, descompassado e cada vez mais inadequado à sua função, afirma a Amnistia Internacional no lançamento do 50º relatório global sobre os direitos humanos, apelando a um Tratado de Comércio de Armas forte ainda este ano.»
A coragem demonstrada pelos manifestantes nos últimos 12 meses tem sido acompanhada por uma falha de liderança que faz com que o Conselho de Segurança da ONU pareça cansado, descompassado e cada vez mais inadequado à sua função, afirma a Amnistia Internacional no lançamento do 50º relatório global sobre os direitos humanos, apelando a um Tratado de Comércio de Armas forte ainda este ano.»
Saber mais no site da Amnistia Internacional Portugal: http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1007:relatorio-anual-2012-amnistia-internacional-diz-que-nao-ha-lugar-para-a-tirania-e-a-injustica&catid=35:noticias&Itemid=23
sexta-feira, 30 de março de 2012
Jardim da Amnistia Internacional
Numa breve cerimónia com a presença da vereadora da cultura, Catarina Vaz Pinto e da Presidente da Amnistia Internacional Portugal, Lucília-José Justino, foi hoje inaugurado o jardim da Amnistia Internacional. A placa foi descerrada ao som de “O Jardim da Paz”, poema que Teresa Rita Lopes escreveu para a ocasião.
O Jardim da Paz
Teresa Rita Lopes
Há palavras que rimam pelo som e pelo sentido:
flor amor fervor.
Estou certa de que o Primeiro Homem
ofereceu uma flor à Primeira Mulher.
E sempre os jardins
foram símbolo de beleza e de benevolência
sítios onde
o homem esquece que é mortal e feroz
e fere e mata
quando calha.
Nos jardins o corpo e a alma dão as mãos
e longamente namoram
a ouvir os pássaros.
Nas cidades
os jardins são a casa dos pássaros.
Os jardins são como
a poesia: as palavras que os dicionários arregimentam voam
de lá
como borboletas
e poisam na folha branca a compor
o poema
segundo uma ordem que ninguém sabe quem deu.
Se as prisões fossem jardins as pessoas saíam de lá melhores
e não piores como sempre acontece.
Se os quartéis fossem
jardins
as espingardas seriam entupidas com cravos
como numa revolução de que todos nos orgulhamos.
Sempre o homem situou num jardim o Bem e a Felicidade.
Já temos o jardim do Éden, agora passaremos a ter também
o Jardim da Paz:
este que aqui viemos baptizar.
Amnistia e paz não rimam com flor pelo som
mas rimam
ah sim! pelo sentido!
sexta-feira, 23 de março de 2012
Carta da Amnistia Internacional Portugal para MAI e PSP, a propósito da atuação de ontem da PSP

Eis, em síntese, as principais linhas da carta endereçada hoje, 23 de março, pela Secção Portuguesa da Amnistia Internacional ao Senhor Ministro da Administração Interna, com conhecimento para o Senhor Diretor Nacional da PSP:
A Amnistia Internacional Portugal solicitou ao Senhor Ministro que, no decurso da investigação por ele hoje anunciada, se apurem com a maior brevidade possível os exatos termos em que decorreu a atuação de ontem da PSP, na sequência da greve geral e das respetivas manifestações de rua em Lisboa, e que à luz do que foi publicamente divulgado pela comunicação social, nos parece verdadeiramente condenável.
De facto, e de acordo com a informação disponibilizada através da cobertura noticiosa, tivemos conhecimento de eventos que, no entender da Amnistia Internacional Portugal, consideramos preocupantes - o uso da força por parte de alguns agentes da PSP pareceu-nos, se não excessivo, pelo menos francamente desproporcional em relação à atuação dos manifestantes.
Essa atuação merece-nos, igualmente, forte reprovação quando está em causa o trabalho de jornalistas. De facto, e segundo o relato dos media sobre os eventos de ontem, pelo menos dois profissionais da comunicação social, um da agência de notícias Lusa, outra da Agência "France Press", foram agredidos e impedidos de desempenhar o seu trabalho na zona do Chiado, mesmo tendo-se identificado como jornalistas e apesar de, segundo relataram aos media, não terem tido qualquer atitude de provocação ou hostilidade em relação aos agentes do Corpo de Intervenção da PSP presentes no local. No caso do fotojornalista da Lusa e segundo a própria empresa, houve necessidade de assistência hospitalar, por ferimentos resultantes da atuação policial.
Por fim, também na cidade do Porto, e segundo a informação veiculada pelos órgãos de comunicação social, várias pessoas foram agredidas por agentes da PSP na Praça Carlos Alberto, pouco depois de o Primeiro Ministro ter sido recebido por manifestantes em protesto na Reitoria da Universidade. Os relatos referem inclusive a presença de agentes da PSP "à paisana".
Amnistia Internacional Portugal
segunda-feira, 19 de março de 2012
Leitura de poemas de Liu Xiaobo
Rita, aluna do 9º Ano da Escola da Terrugem, Sintra, lendo um dos poemas de Liu Xiaobo, no âmbito da campanha da Amnistia Internacional a favor da libertação imediata e incondicional do Pémio Nobel da Paz de 2010 (foto de Conceição Marques)
Meu amor, o meu cão morreu
(Para o Mindinho)
Meu amor, o meu cão morreu.
Morreu numa tarde após a minha partida.
Morreu sob a fivela do cinto do meu pai.
Morreu sob a mentira vermelha.
Meu amor, o meu cão chamava-se Tigre,
o companheiro mais íntimo da minha infância,
as alegrias e tristezas que partilhámos
ultrapassam de longe tudo o resto.
Naquela tarde, o meu pai inesperadamente
comprou-me um bilhete para o cinema.
O meu pai totalmente devotado à revolução
conseguiu comover-me pela primeira vez.
Esta comoção durou apenas noventa minutos,
a mentira cruel dilacerou-me,
o meu cão morreu.
Morreu sob a primeira emoção do amor paternal.
A sua carne foi dividida com o vizinho,
a sua pele esticada e pendurada na porta da casa.
O Tigre outora vivo
abraçava agora a rígida e fria porta.
O meu cão morreu
e assim murchou a minha infância.
Já podia dirigir-me a este mundo pérfido
com uma única frase: não scredito mais.
http://www.blogger.com/img/blank.gif
Minha querida Xia, conseguirás trazer-me
de volta o meu cão?
Eu acredito: tu consegues.
Certamente consegues. Certamente.
14 de novembro de 1996
WorlWideReading on 20th 2012 - Day of the Political Lie Freedom for Liu Xiaobo
For more information look at www.literatufestival.com
O BLOG19 publicará nos próximos três dias outros três poemas de Liu Xiaobo.
sábado, 17 de março de 2012
Grupo 19 lê poemas de Liu Xiaobo

A Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 | Sintra associou-se, juntamente com outras estruturas portuguesas da AI, ao Festival Internacional de Literatura de Berlim numa iniciativa que tem como objetivo sensibilizar as pessoas para a situação de Liu Xiaobo, prémio Nobel da Paz de 2010, e ativista de direitos humanos. A iniciativa consiste em sessões de leituras, em 105 cidades de 40 países, de poemas e textos de Liu Xiaobo.
A estrutura sintrense iniciará já na segunda-feira, dia 19, no Agrupamento de Escolas do Alto dos Moínhos, Terrugem, a leitura dos poemas.
Para saber mais sobre Liu Xiaobo e exigir a sua libertação, clique aqui.
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